Fetiches

Fetiches são objetos, partes do corpo ou situações que funcionam como gatilho para excitação sexual intensa, com uma certa dose de adoração, como se uma fantasia sexual subisse um degrau. Quando se manifesta de forma sadia, é algo perfeitamente natural e pessoas que vivenciam seus fetiches na totalidade se sentem realizados sexualmente.

As causas do fetichismo ainda não foram determinadas, havendo apenas hipóteses. Todo mundo tem algum fetiche, mesmo que em menor escala e isso é completamente normal, afinal a expressão única da nossa sexualidade faz parte de quem somos.

Como em qualquer manifestação de sexualidade, a consensualidade e a aceitação desempenham papéis essenciais. Embora muitas pessoas, mesmo reconhecendo seus fetiches, acabam nunca realizando as próprias vontades e vivendo mais frustradas sexualmente.

O problema passa a surgir quando o fetiche é a única fonte de prazer, inclusive quando a pessoa se coloca em risco para ter acesso ao objeto do seu fetiche. Quando este é o caso, trata-se de um distúrbio sexual e o apoio profissional é muito importante.

Como apimentar a vida sexual compartilhando um fetiche com o parceiro:

Ainda que os seus fetiches possam não ser compartilhados pelo seu parceiro, incluir a pessoa amada um pouquinho no seu mundo e adentrar a intimidade dela é parte de qualquer relacionamento. Isso envolve comunicação aberta com seu parceiro, estabelecimento de limites pessoais e respeito mútuo. Além disso, é fundamental entender que nem todos os fetiches são para todos, e tudo bem se o interesse não for compartilhado.

Uma comunicação aberta e franca entre o casal é crucial para um relacionamento saudável, seja sobre dinheiro, valores, família etc, e sobre sexualidade não seria diferente.

Se você não se sentir insegura sobre a aceitação do parceiro ou com medo de julgamentos, tente incluir o seu fetiche aos poucos em uma conversa picante, diga que teve um sonho tão gostoso (e descreva a cena incluindo como você se sentiu excitada) ou mesmo propor uma troca: se o seu amado te contar uma fantasia dele, você conta uma sua.

Agora se já existe um canal de comunicação mais direta entre vocês, diz logo que se masturbou pensando nele realizando o seu fetiche e quão maravilhoso foi. Se ele não se interessar pelo seu fetiche, tenha certeza de que ele vai adorar ouvir o seu relato em detalhes, imaginando tudo aquilo…

Quais são os fetiches mais comuns?

Podolatria:

Assim como muita gente tem tesão por seios, bunda ou um abdômen tanquinho, os pés são a parte do corpo adorada pelos podólatras. Alguns gostam de ver e tocar, outros curtem beijar, chupar e até mesmo quando a parceira usa os pés na masturbação (footjob).

BDSM:

Essa sigla é a representação de inúmeros outros fetiches e práticas que podem ser agrupadas no Bondage (restrição de movimentos e sentidos), Disciplina, Sadismo e Masoquismo. É um universo em si, com uma comunidade e cultura próprios, valores e regras bem estabelecidas, especialmente o SSC (são, seguro e consensual). Algumas práticas atenuadas, como um tapa na bunda, são bem comuns nos relacionamentos “baunilha”, como são chamadas as relações não-BDSM.

Voyeur(ismo) e exibicionismo:

Voyeurismo é o prazer de observar a intimidade das pessoas, seja pela nudez ou pelas atividades sexuais. Esse fetiche é muito bem explorado na Olhar Indiscreto, série brasileira no Netflix. Já o exibicionismo é o desejo de expor sua própria nudez a outros. Havendo consensualidade, os dois caminham juntos, podendo ou não evoluir para outro fetiche: o Dogging.

Lugares públicos (agorafilia):

Sexo em lugares públicos ou semi-públicos, não necessariamente sendo assistidos mas correndo o risco de serem “pegos”, recebe o nome de agorafilia. Pode estar associado ou não ao Voyeurismo, Exibixionismo podendo também evoluir para o Dogging. Em um banheiro na balada, no cinema ou na escada do prédio, quem nunca?

Ménage à trois:

Convidar uma terceira pessoa para se juntar ao casal é sempre uma boa forma de sair da monotonia e apimentar o relacionamento. A diversão a três pode ou não envolver práticas bissexuais, mas é essencial que as expectativas estejam bem alinhadas entre o casal e a “marmita” ou “single” que se juntará afinal, consensualidade deixa tudo mais divertido.

Fantasias e dinâmicas específicas (role play):

O bombeiro, a policial, o médico, a enfermeira, a estudante ninfetinha, a princesa Léa (um olá aos fãs da série Friends) … todas essas são fantasias bem populares, mas algumas outras não tão comuns como o Pet Play, onde o submisso tem por fetiche simular cachorro por exemplo, com tudo que um cachorro tem direito na encenação. Aqui, a criatividade é o limite.

Conclusão:

Os fetiches são uma parte natural e emocionante da sexualidade humana, oferecendo uma oportunidade de explorar e entender nossas próprias fantasias e desejos mais profundos. Ao entender o que são fetiches e abraçar essas fantasias de maneira saudável e consensual, podemos enriquecer nossa vida sexual e descobrir novas formas de prazer e intimidade. Então, não tenha medo de explorar suas fantasias.

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